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Venda da SAF do Vasco avança com ajustes e forte fiscalização judicial

O processo de venda da SAF do Vasco deu novos passos após ajustes contratuais solicitados por órgãos fiscalizadores, como Justiça e CBF. Com documentos revisados e aditamentos assinados, o processo aguarda agora o início do edital competitivo, previsto para setembro. A operação destaca-se pelo rigor da fiscalização e a

Por Ángel GómezTimes
Venda da SAF do Vasco avança com ajustes e forte fiscalização judicial

O processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco avançou significativamente nas últimas semanas. Segundo o advogado **André Sica**, representante de **Marcos Lamacchia**, todos os ajustes requisitados pelos órgãos de fiscalização foram realizados, culminando em um novo aditivo contratual. Com essas modificações, a documentação já retornou à apreciação da Justiça, caminhando para a publicação do edital e início da etapa competitiva.

## Fiscalização intensa marca a operação

André Sica ressaltou que a operação envolvendo o Vasco é uma das mais fiscalizadas do país. O processo de venda da SAF está sob acompanhamento rigoroso de diversos órgãos, incluindo instâncias internas do próprio Vasco, Poder Judiciário e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), através da ANRESF. "É a operação mais publicizada do Brasil", afirma Sica.

O advogado explicou que o modelo de recuperação judicial impõe extrema transparência e controle sobre todas as movimentações financeiras, incluindo a necessidade de informar a magistrada responsável sobre contratações. Mais de quatro escritórios de advocacia participam do processo, refletindo o nível de exigência e complexidade.

## Principais ajustes e exigências dos fiscalizadores

Entre as solicitações dos administradores judiciais e órgãos fiscalizadores estiveram a redução da break-up fee (multa caso Lamacchia não vença o leilão), complementos de garantias relativas à comprovação da capacidade financeira e detalhamento do fluxo de pagamentos das obrigações da recuperação judicial. Além disso, foi exigido o destaque dos custos dos assessores judiciais no contrato e a proteção dos direitos do clube, como a presença garantida de representantes do Vasco no Conselho de Administração da SAF.

Apesar da necessidade desses ajustes, Sica reforça que o mérito da proposta original foi mantido, e o cronograma inicial prevê a conclusão da etapa competitiva até o final de setembro, salvo possíveis impugnações judiciais que possam prorrogar o prazo.

## Garantias financeiras e futuros passos

Os valores envolvidos na negociação são contundentes: R$ 500 milhões reservados para o futebol, R$ 150 milhões para o centro de treinamento, perdão de R$ 80 milhões em dívidas, pagamento de dívidas concursais e extraconcursais em torno de R$ 1,3 bilhão, e cobertura do déficit de caixa previsto em R$ 1,5 bilhão para os próximos cinco anos.

Sica esclareceu que os gastos futuros do Vasco serão absorvidos pelo fluxo de caixa do clube, o que exige uma transparência ainda maior durante o processo. O objetivo agora é a publicação do edital para o início formal do processo competitivo, seguido pela aprovação nos órgãos internos do clube.

## Estrutura de controle da SAF e direitos do Vasco

A Lei da SAF garante à associação originária, no caso o Vasco, poderes de fiscalização e proteção sobre aspectos como sede, símbolo e marca do clube, mesmo após a venda da maioria societária. O clube carioca terá pelo menos um assento no Conselho de Administração da SAF, mantendo participação ativa nas decisões estratégicas do futebol.

O andamento da venda da SAF do Vasco confirma o alto rigor de fiscalização e busca preservar os interesses da instituição em meio à complexidade do negócio. O cenário agora depende do cumprimento dos prazos estabelecidos e da ausência de questionamentos judiciais imprevistos.

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