OMS reitera a importância da vacinação após mudanças nos EUA
A OMS enfatiza a importância da vacinação após a redução do calendário de imunização infantil nos EUA pelo presidente Trump, destacando que as orientações são baseadas em pesquisas científicas.

## OMS Reforça a Necessidade da Vacinação Infantil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou, em pronunciamento recente, a importância da vacinação infantil após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reduzido o calendário de imunização no país. O porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, destacou que as diretrizes da instituição são fundamentadas em estudos científicos profundos, os quais consideram as melhores práticas para a proteção contra doenças.
“Cada vacina é recomendada no momento em que oferece a melhor proteção. Isso pode significar que certos tipos de vacinas são essenciais ao nascer, enquanto outras são necessárias na adolescência”, explicou Jašarević. Ele enfatizou que as orientações devem ser adaptadas às realidades de cada país, mas sempre com base em evidências científicas robustas.
## Mudanças no Calendário de Vacinação nos EUA
Na segunda-feira (10/8), Trump assinou uma ordem executiva que diminui drasticamente o número de vacinas recomendadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de 17 para apenas 11. Essa decisão gerou preocupações entre especialistas de saúde, que ressaltam que cada país enfrenta diferentes desafios epidemiológicos e que a redução do calendário pode não ser adequada para todos.
Trump descreveu o novo calendário como um “padrão-ouro”, argumentando que a medida alinha os EUA a outras nações desenvolvidas que recomendam menos vacinas, como a Dinamarca. No entanto, especialistas como Demetre Daskalakis, ex-alto funcionário do CDC, alertam que as taxas de infecção em diferentes países variam significativamente, o que justifica a necessidade de diferentes abordagens em relação à vacinação.
## Importância da Discussão Científica
Daskalakis exemplificou sua argumentação usando a vacina contra a hepatite B, que não é recomendada para todos os recém-nascidos nos EUA, devido às baixas taxas de hepatite B não diagnosticada. Ele ressaltou que a vacinação deve ser uma decisão baseada em evidências, levando em conta as condições locais e as taxas de infecção.
Jašarević concluiu seu pronunciamento reafirmando que as recomendações da OMS são desenvolvidas com base na ciência. “Esperamos que todos os países utilizem as melhores evidências científicas disponíveis para formular suas políticas de saúde”, disse ele.
A redução do número de vacinas recomendadas nos Estados Unidos levanta um debate importante sobre a saúde pública e a necessidade de seguir diretrizes baseadas em evidências. A OMS continua a defender que a vacinação é uma das ferramentas mais eficazes para a prevenção de doenças e proteção da saúde infantil.
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