Irã contesta controle dos EUA sobre Estreito de Ormuz e destaca influência militar
O Irã contestou as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o controle do Estreito de Ormuz, reafirmando que nenhuma embarcação cruza a região sem autorização iraniana. O impasse afeta o mercado internacional de petróleo e impacta a economia global, inclusive o Brasil.

Em meio à crescente tensão internacional, o Irã declarou nesta quinta-feira, 13, que mantém o controle efetivo do Estreito de Ormuz, refutando declarações do presidente Donald Trump sobre a presença dominante dos Estados Unidos na região estratégica. O posicionamento iraniano veio do porta-voz do comando militar central, **Ebrahim Zolfaghari**, durante entrevista veiculada pela TV estatal do país.
## Disputa pelo controle do Estreito
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo, responsável pelo escoamento de grande parte da produção global. Desde o início do novo conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro, o Irã adotou medidas restritivas, exigindo autorização e cobranças de taxas para toda embarcação comercial ou petroleira que deseja atravessar a área. Zolfaghari foi enfático ao afirmar que "nenhum navio comercial ou petroleiro passa pela região sem autorização das forças armadas do Irã".
## Impactos econômicos e tensões globais
A disputa pelo domínio dessa passagem estratégica trouxe consequências imediatas para a economia mundial. O bloqueio iraniano, imposto em resposta a ataques coordenados por Estados Unidos e Israel, tem causado volatilidade nos preços do petróleo desde o final de fevereiro. O ambiente de incerteza repercute diretamente nas bolsas e na inflação de diversos países, incluindo o Brasil, que depende do mercado internacional de combustíveis para equilibrar suas contas.
## EUA reafirmam domínio, Irã rebate
Apesar das alegações iranianas, **Donald Trump** segue defendendo publicamente o controle norte-americano sobre o Estreito de Ormuz. Em publicação recente nas redes sociais, o presidente destacou o comando dos EUA na região e prometeu manter o bloqueio naval, que descreveu como um "muro de aço". A declaração foi rapidamente contestada por autoridades iranianas, como o comandante da força paramilitar Basij, **Hossein Taeb**, para quem o estreito opera "com total segurança sob influência do Irã".
## Repercussão e próximos desdobramentos
A disputa pelo Estreito de Ormuz tende a seguir no centro das atenções diplomáticas e econômicas, uma vez que qualquer elevação no nível de confronto pode impactar diretamente o abastecimento energético global e a estabilidade de mercados emergentes, incluindo o brasileiro. Analistas alertam que o desenrolar desse impasse é crucial para o futuro do comércio marítimo internacional e para a economia do Brasil, que monitora de perto os efeitos sobre o preço dos combustíveis.
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