O Atlético-MG reencontra o Cruzeiro em mais uma decisiva fase de quartas de final da Copa do Brasil, quase 300 dias após o último duelo entre as equipes no torneio nacional. Desde então, o cenário atleticano sofreu profundas modificações, que vão desde a comissão técnica até a composição do elenco. Comandado atualmente por Eduardo Domínguez, o clube aposta em uma filosofia de jogo mais organizada e confiante para superar o rival mineiro.

Mudanças no comando e no elenco atleticano

No confronto anterior pela Copa do Brasil, em agosto do ano passado, o Atlético-MG ainda era comandado por Cuca. Após duas derrotas diante do Cruzeiro, a saída do treinador abriu espaço para novas lideranças. O clube passou pelas mãos do argentino Jorge Sampaoli antes de oficializar Eduardo Domínguez como comandante em fevereiro de 2025, mudança que teve respaldo imediato da diretoria e da torcida.

Com Domínguez, o Atlético-MG passou a exibir maior estabilidade e assimilação tática em campo. O reflexo está no rendimento: em 33 compromissos desta temporada, o time acumula 15 vitórias, 8 empates e 10 derrotas, demonstrando evolução constante e maior equilíbrio nas atuações.

Reformulação do elenco e ausências impactantes

Outra transformação marcante está no elenco. Dez jogadores que participaram do último mata-mata contra o Cruzeiro não integram mais o grupo — casos de Hulk, Junior Alonso, Gabriel Menino, Fausto Vera, entre outros. Dentre essas baixas, a de Hulk é especialmente sentida, já que o atacante havia marcado 10 gols em 17 confrontos diretos contra o maior rival. Após longa negociação, Hulk deixou o clube para atuar no Fluminense.

Apesar de perder peças fundamentais, o Atlético-MG manteve pilares como Everson, Lyanco e Cuello. No entanto, para o jogo desta semana, Lyanco se encontra afastado devido a lesão no pé direito. O atual artilheiro, Cuello, já balançou as redes sete vezes no ano, liderando uma ofensiva menos dependente de um único nome, mas ainda em busca de referência no ataque.

Novas apostas e confiança renovada para o clássico

Comparado ao clima de instabilidade da temporada anterior, o Atlético-MG chega ao clássico com um ambiente mais tranquilo e confiante. Além das boas campanhas recentes — vaga garantida na Sul-Americana e disputa pelo G-5 do Brasileirão — o Galo ampliou suas opções com a chegada de Fred, meia que representa uma aposta de renovação e identificação com o clube na luta pela classificação.

A expectativa interna é positiva: com elenco remodelado, nova filosofia de jogo e respaldo da arquibancada, restabelecer a superioridade no clássico é o objetivo principal do Atlético-MG nesta Copa do Brasil.

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